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Viagens turísticas como experiências de fronteiras

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O que é viagem? Um ato de deslocamento pelo espa o, um movimento dos sujeitos em busca de conhecimento ou, ainda, uma prática inerente às culturas desde os seus primórdios? Além da necessidade de sobrevivência, a história registra, há tempos, a realiza o de expedi es de descobrimento, através de antigas navega es e outras de caráter religioso, como as peregrina es. Curiosamente, essas viagens eram encomendadas ou mesmo realizadas a mando de um rei ou até mesmo do Papa. Poderíamos, nesse caso, compreendê-las como obrigatórias? Qual o papel do sujeito na realiza o da viagem? O que podemos pensar da natureza dos movimentos das viagens? Quais seus significados na contemporaneidade? O conhecimento científico moderno afastou o sujeito do conhecimento de suas próprias experiências. O enfrentamento dessa quest o nos aproximaria da compreens o da natureza das viagens e do saber turístico. O fato de autores afirmarem que em essência n o houve mudan a entre os tipos de turismo, na contemporaneidade, apenas confirma a nossa suspeita: a compreens o teórica profunda depende, antes de tudo, do questionamento dos pilares epistemológicos que sustentam o turismo moderno contemporaneo, assim como suas ausências. Para, se necessário, reinventá-lo usando as lentes de outro olhar. No Brasil e no contexto internacional, alguns pesquisadores tem se dedicado a tarefa de renova o e, dessa forma, contribuído com novas abordagens em torno das rela es humanas e sociais inerentes às viagens. Nesse sentido, um exemplo mais recente se refere ao crescimento do interesse pela quest o da experiência. Este ensaio teórico tem como objetivo apresentar o início de uma leitura crítica e criativa do significado da experiência nas viagens turísticas e apontar o potencial de uma epistemologia da viagem, de fronteira, no campo de estudos do turismo, como possibilidade de transi o paradigmática.

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