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Conversas de aprendizagem em museus de ciências: como os deficientes visuais interpretam os materiais educativos do museu de microbiologia?

DOI: 10.5902/1984686x4341

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Os processos de divulga o e educa o em Ciências vêm tomando grande importancia, principalmente a partir do último quarto do século passado. Os museus de ciências, enquanto espa os de educa o n o formal, têm papel importante na amplia o e refinamento desses processos e, sendo locais abertos à popula o, s o demandados a desenvolver propostas inclusivas. O Museu de Microbiologia do Instituto Butantan desenvolveu uma série de atividades e materiais educativos sobre microrganismos para facilitar a aproxima o entre o público deficiente visual e a cultura científica. No presente estudo procurou-se compreender como os visitantes deficientes visuais interpretam os materiais desenvolvidos, verificar qual o entendimento que o uso desses materiais propicia e estudar os tipos de significados que lhes s o dados. Pessoas com deficiência visual foram entrevistadas durante a explora o do material com o auxílio de um áudio-guia e as conversas geradas foram analisadas, estabelecendo-se categorias interpretativas. A categoria mais frequente foi a “Estratégica de Uso” (11,8%), quando os deficientes visuais manifestavam suas impress es sobre como utilizar o Programa MicroToque. Outras duas categorias, “Afetiva de Prazer” (10,2%) e “Perceptiva de Identifica o” (8,6%) foram também encontradas. A jun o das ferramentas tátil e auditiva foi fundamental para a resolu o de problemas e cria o de representa es visuais, importantes para constru o e compreens o de conceitos e facilitando a organiza o do pensamento teórico. Sugere-se aqui a necessidade de uma organiza o dos conteúdos que favore a o estabelecimento de conversas interpretativas conceituais e também a considera o dos conhecimentos prévios de visitantes com deficiência visual na elabora o dos aparatos a eles destinados, o que poderia propiciar maior frequência de outras elabora es conversacionais. Palavras-chave: Deficientes visuais. Museu de Ciências. Materiais para toque. Conversas de aprendizado.

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