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Elitismo cultural e "democratiza??o da cultura" no Império Romano Tardio

DOI: 10.1590/S0101-90742010000100027

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Abstract:

a produ??o literária e artística dos últimos séculos da antiguidade apresenta todos os sinais de elitismo cultural. por trás desta aparência, e contrastando com a impossibilidade radical de democratiza??o política do regime imperial, podemos, no entanto, reconhecer os sinais de um processo que o historiador italiano santo mazzarino denominou de "democratiza??o da cultura". outros historiadores denomiranarm-no de "vulgariza??o". a historiografia catastrofista do "declínio" do mundo antigo e da queda do império romano atribuiu uma grande responsabilidade ao que apresentava como um nivelamento por baixo da sociedade antiga e de sua cultura sob a a??o conjugada de dois fatores: a cristianiza??o, promotora de um populismo cultural, e a barbariza??o, destruidora das mais altas realiza??es da tradi??o clássica. todavia, a "democratiza??o" pode também ser analisada em termos de "democratiza??o positiva", ascendente (de baixo para cima). o debate continua vivo entre os historiadores atuais para definir se essas tendências à democratiza??o da cultura representaram um fen?meno negativo ou positivo. é necessário, no entanto, afastar todo julgamento de valor a priori, necessariamente subjetivo, se quisermos estudar o fen?meno em seus diversos aspectos. os resultados desse tipo de pesquisa s?o diversos, segundo os domínios em que se manifesta uma democratiza??o: a produ??o literária e artística, a produ??o material, o pensamento jurídico, as cren?as religiosas, as evolu??es linguísticas, a afirma??o das culturas nacionais.

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