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Etnográfica  2012 

Coreografias de evas o: segrega o e sociabilidade entre os jovens do break dance das favelas da Maré Choreographies of evasion: segregation and sociability among young breakdancers from slums of Maré

Keywords: juventude , culturas urbanas , sociabilidade , hip hop , favela , segrega o , youth , urban culture , sociability , hip hop , slum , segregation

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Abstract:

Na Maré, bairro do Rio de Janeiro formado por dezasseis favelas, encontra-se um dos mais fortes núcleos de dan arinos de break dance (dan a pertencente à “cultura hip hop”) da cidade. Num meio onde os confrontos armados entre as diferentes fa es do tráfico de droga, agravados pela a o truculenta da polícia, imp em fronteiras que constrangem o convívio e a mobilidade, esses dan arinos têm conseguido romper as dinamicas da segrega o. Várias vezes por semana, mais de quarenta jovens de toda a Maré reúnem-se para treinar break dance em diferentes locais do bairro. Alargam, assim, as suas redes de amizade para fora dos limites territoriais impostos pelo tráfico, que inibem a circula o dos moradores, particularmente os jovens, nas áreas sob o domínio de bandos rivais. A ades o à dan a fá-los partilhar elementos simbólicos de interpreta o e atua o no seu quotidiano, permitindo-lhes alterar o modo de apropria o do bairro, além de expandir os seus circuitos para outras partes da cidade. Nesse processo, criam identidades positivas que subvertem o rótulo de “favelado” e contestam os estigmas e dispositivos de confinamento que os querem manter isolados e anónimos nos territórios de pobreza. In Maré, a neighbourhood of Rio de Janeiro composed of sixteen slums (favelas), the constant confrontations between drug deal-ing groups limit, or sometimes prevent, the free circulation of people in the streets. Such conflicts impose territorial divisions and force residents, especially younger ones, to avoid areas dominated by groups that are hostile to the one ruling the area where they live. However, a group of young breakdancers (style of dance evolved as a part of hip hop culture) has been able to breach this segregation dynamic; they are changing not only their own way of living the neighbourhood but also the way society sees people who live in favelas. Breakdancing enables them to extend their friendship networks beyond the geographical limits imposed by drug dealing activities, thus allowing them to conquer the legitimacy required to circulate around the entire neighbourhood. Simultaneously, they have started to go to other city neighbourhoods, getting in touch with young people from different origins and social classes. In this process, the “breaking style” becomes an instrument to access the city and an informal arena that subverts the category “favelado” (slum dweller), enabling young people to forge positive and affirmative identities.

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