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PROTE O DE BIODIVERSIDADE VIA ECOTURISMO: O USO DE INCENTIVOS ECON MICOS COMO FERRAMENTA DE CONSERVA O

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A premissa central do ecoturismo é gerar benefícios diretos para o meio ambiente e para as comunidades locais, como por exemplo fornecer alternativas de renda, melhorar a infra-estrutura local e gerar oportunidades de emprego. O pressuposto é que estes benefícios tornem-se incentivos para que os moradores destes comunidades apoiem a conserva o ambiental via ecoturismo. Na prática, vários s o os casos em que as metas sócio-econ micas, ambientais, ou ambas, n o foram alcan adas. Por quase 30 anos, o Programa Brasileiro de Conserva o das Tartarugas Marinhas (TAMAR) vem oferencendo incentivos econ micos (empregos e alternativas de renda) via ecoturismo como ferramenta para proteger as tartarugas marinhas e seus ninhos na comunidade de Praia do Forte, Bahia. O presente estudo avalia a rela o entre estes benefícios econ micos e a conserva o das tartarugas. Dados foram coletados durante nove meses de pesquisa etnográfica, entre 2006 e 2008, usando entrevistas semi-estruturadas com 77 moradores da Praia do Forte. Entre os entrevistados, 25 trabalhavam para o TAMAR e 15 s o pescadores locais. Resultados demonstram um apoio geral por parte da comunidade em rela o à protecao das tartarugas. Entre os entrevistados,74 (96%) consideram o TAMAR uma organiza o que oferece empregos, alternativas de renda e oportunidades de educa o para a comunidade. Setenta e dois entrevistados afirmaram ter uma perspetiva diferente sobre as tartarugas, sendo a influência econ mica via ecoturismo na economia local um dos fatores mais citados pelos entrevistados. Apesar do reconhecimento e valoriza o econ mica, a média salarial dos funcionários do TAMAR foi mais baixa do que a média relatada pelos entrevistados que trabalham como aut nomos ou em outros estabelecimentos na vila. Fatores n o econ micos, como o estabelecimento de um relacionamento positivo e la os de confian a com os fundadores do Projeto s o fatores que influenciam a maneira pela qual vários entrevistados se identificam e valorizam o TAMAR. Quarenta e oito entrevistados disseram que as amea as às tartarugas persistem apesar da tradi o de ca ar tartarugas e coletar ovos tenha diminuído significalmente desde 1982. Treze entrevistados sabiam de pelo menos um caso de ca a entre 2007 e 2008, sendo os pescadores de lagosta e trabalhadores de constru o, ambos n o locais, citados como responsáveis por tal prática. A presen a destes moradores na vila é associada com o intenso desenvolvimento da indústria do turismo na regi o. De fato, 51(66%) entrevistados citaram o aumento do custo de vida, tráfico de drogas, violência,

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