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Relendo Hesíodo: o mito das ra as em A idade do ferro, de J. M. Coetzee = Rereading Hesiod: the race myth in J. M. Coetzee′s Age of iron

Keywords: mito , Hesíodo , J. M. Coetzee , A idade do ferro , myth , Hesiod , J. M. Coetzee , Age of iron

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Abstract:

Este estudo analisa a maneira como o escritor sul-africano, J. M. Coetzee, enfoca o mito hesiódico das ra as em seu romance, A idade do ferro. Inicialmente, analisa-se a constru o do texto de Hesíodo, em que as ra as parecem se suceder em uma ordem de progressiva decadência, considerando-se a temporalidade própria de cada uma delas, bem como seu caráter cíclico. Em seguida, analisa-se como a no o de um mundo em que a desordem se instaura progressivamente rumo à injusti a, desgra a e morte foi associada por Coetzee ao contexto da áfrica do Sul em que vigia o apartheid, retratada pelo autor comouma sociedade n o só enferma, mas em estado terminal. A análise prossegue, demonstrando como doen a, velhice, morte, ignorancia do amanh e angústia do futuro, que caracterizam a Idade do Ferro de Hesíodo, s o relidas por Coetzee nesse novo contexto histórico. This essay analyzes how South African novelist J. M. Coetzee focuses the Hesiodic myth of the four races in his novel Age of iron. First the construction of Hesiod’s text is analyzed, highlighting how races are exposed according to a presumed progressive decadence in accordance to the peculiar temporality of each one of them, and to their cyclic character. Next, the essay focuses on how the notion of a world in which disorder increasingly gives way to injustice, disgrace and death is associated with the South Africa of the apartheid era dipicted by Coetzee, and how the country is depicted as a terminally ill society. Then, the study proceeds to demonstrate how sickness, old age, death and, ignorance of the future that characterize Hesiod’s Age of Iron are reread by Coetzee in this novel context.

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